Flexibilidade: a chave para abordar o amanhã

Não existe uma única resposta para o futuro do trabalho, por isso a capacidade de se adaptar e se reinventar com agilidade é fundamental

“Não há uma única solução, uma única resposta para o futuro do trabalho”, argumentou Marcelo Claure, CEO de Softbank Group International e Executive Chairman de WeWork, durante a abertura do WeWork LATAM Summit 2020. “A flexibilidade é a chave. Escutamos grandes corporações multinacionais, ambiciosos empreendedores e pessoal do meio. Alguns buscam uma solução híbrida, ter a capacidade de poder trabalhar livremente de sua casa e/ou escritório, outros estão mais ansiosos para voltar a uma sede tradicional, porém querem contratos flexíveis para enfrentar essa incerteza. Outros se preocupam em pedir a suas equipes que se locomovam em transporte público, por isso a proximidade física do escritório se converte em sua prioridade. E isso é o incrível da WeWork, estamos onde todos querem estar. 828 localidades, em 149 cidades e 38 países em todo o mundo. Somos o único fornecedor de espaço de trabalho com escala para se adaptar às novas prioridades.

A importância da flexibilidade e como cada um, a partir de sua função, pode colaborar com ela, foi o trending topic do evento, confirmando novamente a necessidade de desenvolver a habilidade de se virar e se adaptar para poder encarar o amanhã com sucesso.

Sobrevivir gracias a la flexibilidad

Durante o evento, Simón Borrero, CEO e Cofounder do Rappi, e Marcos Grilanda, head de Multi-Country Organization (COM) na Amazon Web Services, expressaram que colocar a opinião do cliente no centro do projeto de seus produtos, permite a eles satisfazer às necessidades de seus usuários. Essa humildade e flexibilidade somadas à agilidade para levar adiante seus objetivos é o que permite que suas empresas continuem crescendo e ganhando espaço em cada vez mais indústrias. “Trabalhar a partir do cliente é um processo onde primeiro compreendemos quem é o cliente, o que ele efetivamente deseja, e então, começamos a criar um press release, como seria o lançamento deste produto que ainda não existe”. Contou Grilanda. “Como fazemos as perguntas e as respostas deste produto. Como imaginamos que os clientes o receberão. Inclusive, fazemos a imagem disso antes de começar o desenvolvimento”, explicou.

E, embora muitas empresas já tenham isso incorporado, para varias, a flexibilidade tornou-se um elemento essencial quando precisaram buscar a maneira de sobreviver à pandemia do COVID-19. Leandro Caldeira, CEO de Gympass para America Latina, contou como sua empresa teve que se reinventar, por consequência do contexto global. “Quando chegou à América Latina, já sabíamos que era algo bem crítico e já estávamos nos adaptando para oferecer uma solução digital nesse contexto”, disse Caldeira. “Então, seguindo o modo de trabalho ágil, em duas semanas conseguimos desenvolver soluções digitais para que as pessoas pudessem continuar treinando em casa, e também explorar uma gama de opções de saúde mental, wellness e nutrição.”

Seu testemunho teve a mesma linha que o de Paula Arregui, COO do Mercado Pago, que argumentou: “Tínhamos que pôr para funcionar soluções fáceis, acessíveis, que a gente pudesse entender, que pudessem incorporar seus negócios de maneira bem dinâmica.” As soluções como o link de pagamento, o point e o QR code permitiram que milhares de PyMEs e de empreendedores na América Latina pudessem reinventar seus negócios de maneira ágil, dinâmica e rápida. “E aí foi onde nos demos conta”, contou Arregui “Estes quase 16 anos de construção de soluções digitais, pensadas de maneira agnóstica à sofisticação tecnológica dos latinos americanos serviram para que muitos destes empreendedores pudessem se reinventar em tempo recorde.

A mudança como oportunidade 

Porém, ser flexíveis não é apenas uma atitude que deve ser tomada como medida corporativa; é importante que cada indivíduo esteja aberto e bem disposto às mudanças e desafios que devem ser enfrentados, especialmente em contextos tão extremos como o que estamos vivendo na atualidade.

Em sua inspiradora palestra, Chris Gardner bate na tecla daquilo que não escolhemos, mas que temos que conviver da mesma forma. Por exemplo, o local onde nascemos ou diferentes circunstancias adversas que a vida nos apresenta, e por isso, nos demanda certa flexibilidade para enfrentá-lo. Destacou também que enquanto as táticas e estratégias são flexíveis, os princípios e valores não são. Gardner também argumentou que não acredita que tenha existido uma geração melhor preparada para criar, aproveitar e demandar a mudança como esta. Uma geração que encontra na adversidade uma oportunidade de rearranjar as coisas. “Quando muda a narrativa, pode-se mudar o resultado. Disso se trata o mundo de hoje”.

Glória María, jornalista renomada e entrevistadora brasileira, também participou do LATAM Summit 2020 com uma palestra bem profunda sobre a vida e como alguém pode aprender com as circunstancias adversas. “Os desafios vêm para nos mostrar que nada é igual, e sim, que  temos que enfrentar as coisas.”, argumentou. “Aprendi que todas as coisas más vêm para nos melhorar. A vida só faz sentido se enfrentamos tudo com uma coisa chamada leveza., fé, verdade e vontade, por que quer saber de algo? Bom humor é preciso”, concluiu.

A volta para o escritório

O encontro contou com a presença de Samantha Ricciardi, CEO de BlackRock México, e Luis Alberto Moreno, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), moderados pelo economista argentino, Santiago Bulat. Durante a palestra foram abordados os principais desafios e oportunidades que a América Latina apresenta no contexto atual. Ambos concordaram que a pandemia do COVID-19 deixou em evidência as necessidades de espaço e formas de trabalho flexíveis, uma vez que as reuniões virtuais trazem uma economia de tempo de transporte e a possibilidade de trabalhar de maneira multidisciplinar com pessoas de diferentes empresas e regiões.

Embora o mundo pôde se adaptar, em sua grande maioria, ao trabalho remoto, trabalhar fora do próprio lar continua sendo uma necessidade. “É bem difícil pensar em qualquer empresa de serviços que alguém indefinidamente possa trabalhar de casa”, argumentou Moreno. “Nestes primeiros 6 meses, o sentido do propósito, a urgência, a ansiedade de fazer o que alguém faz de melhor por sua empresa, gerou aumentos de produtividade e de compromisso com a missão da instituição. Mas, com o tempo, isso começa a cair”. Moreno ressaltou que provavelmente a volta aos escritórios seja gradual, mas implique também uma formação de equipes multidisciplinares. “Não é ruim para as empresas. Todos conhecemos as equipes  independentes que existem nas empresas. Isto é uma maneira de criar um sistema bem mais parecido com o estilo da WeWork, onde todos trabalham no mesmo lugar e há mais flexibilidade”, argumentou.

“Estamos comprometidos e convencidos de que queremos fazer da volta ao escritório uma decisão fácil e uma decisão simples de tomar, onde se priorize sempre a saúde e a segurança das equipes”, afirmou Claudio Hidalgo, head da WeWork America Latina, em suas palavras de encerramento da WeWork LATAM Summit 2020. “Estamos juntos neste cenário para o futuro. Neste cenário flexível, novo, mutável, dinâmico e desafiador”.

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